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Novo CD do RED


Innocence and instinct é o nome do novo trabalho do RED, banda que já ganhou um post aqui no blog.

Ao ouvir o cd só posso reforçar todos os elogios que fiz ao seu debut “End of Silence”.

Na verdade a banda ousou pouco nesse cd, praticamente não inovou se compararmos ao primeiro, mas a competência que já foi mostrada anteriormente se repete, provando que a banda veio pra ficar. Destaques para a faixa de abertura "Fight Inside" que foi a primeira a ser veiculada nas rádios americanas e “Death of Me” que ganhou um clip bacana, “Mistery of You” e “Start Again” que tem aquela pegada mais lenta e pesada com belos trabalhos de cordas que são característicos do RED, a balada “Never Be The Same” também merece atenção pela sua linda melodia além de uma regravação do hit da banda Duran Duran: “Ordinary World”.


No balanço final, acho que é um cd que merece ser ouvido com carinho, trata-se de um trabalho muitíssimo bem feito, com uma produção luxuosa e mixagem impecável por conta de Ben Grosse (Sevendust, Disturbed, Depeche Mode). Na minha opinião o RED continua sendo uma das melhores coisas que aconteceram no cenário rock evangélico e pra quem ainda não conhece mas curte o som de bandas como Evanescence, fica aqui a minha dica.




P.O.D.


Enfim o novo cd do P.O.D.! Foi criada uma expectativa especial em torno desse lançamento por causa da volta de Marcos Curiel como guitarrista da banda, muitos fãs apostaram todas as suas fichas acreditando que se ouviria algo ao estilo dos cds que consagraram a banda como Satellite ou The Fundamental Elements of Southtown, mas o cd acabou seguindo mais a linha dos últimos trabalhos - Payable on Death e Testify - portanto ficou provado que a culpa do P.O.D. não fazer mais o som pesado que atriu os fãs mais exigentes da banda não era de Jason Truby, o antigo guitarrista, e talvez esse seja o rumo definitivo que o som da banda irá tomar. Mas pra mim está tudo certo, não sou um fã tão exigente assim e acho que os últimos cds trouxeram muitos elementos interessantes ao grupo, se a banda perdeu em peso, por outro lado ganhou em melodia, e isso, particularmente, me agrada bastante.

When Angels & Serpents Dance, é um baita cd, produção de primeira, instrumental e vocais muito bem colocados confirmam a qualidade característica do P.O.D. A primeira faixa “Addicted” põe água na boca com uma pegada forte que mistura bem os dois estilos da banda (antes e depois de Satellite), e conta com o vocal empolgante de Sonny Sandoval, em seguida “Shine with me” mostra um refrão bem “comercial” daqueles que grudam no ouvido onde pode-se perceber um trabalho de guitarra parecido bem característico das bandas Indie (que venham as pedras), “Condescending” segue a mesma linha, “It can’t rain everyday” é bem calminha, linda demais, o jeito falado de se cantar, no início da música, influências do rap, faz lembrar o estilo de “Youth of the nation” , alternando com passagens bem melódicas. A primeira participação especial vem na faixa seguinte, “Kaliforn-Eye-a” , que conta com Mike Muir da banda Suicidal Tendencies no vocal, começa com um riff de guitarra muito legal com direito a uma passagem bem hardcore no final, “I’ll be ready” é um reagae que conta com a participação da banda Melody Makers, composta pelos filhos de Bob Marley, “End of the world” é uma das melhores faixas do álbum, com uma letra interessante que trata de fatos que nos fazem pensar que o fim dos tempos está próximo, “This Ain't No Ordinary Love Song” é uma balada com uma levada blues bem agradável de se ouvir, “God Forbid” é uma das faixas mais pesadas do cd e encerra as participações especias, essa por conta de Page Hamilton, da banda Helmet. “Roman empire” é um instrumental bem curtinho, começa com um violão dedilhado e termina com um solo de guitarra e tem a maior cara daquelas músicas que são colacadas no cd apenas pra completar o tempo, “When angels and serpents dance”, a faixa que dá título ao cd é uma música bem legal, mas não mostra nada que não tenha se ouvido nos últimos trabalhos da banda, “Tell me why” é mais uma balada, dessa vez tocada apenas no violão com uma melodia cativante, pode-se ouvir um som de xilofone que faz lembrar a banda Emery, o cd encerra com mais uma balada, a belíssima “Rise against”.

No geral, eu gostei bastante do cd, mas talvez os que esperavam um trabalho mais pesado tenham se frustrado, nunca se ouviu tantas baladas em um cd do P.O.D., mas se você decidir ouvir livre de qualquer idéia pré-concebida, com certeza vai encontrar muita coisa positiva e interessante, afinal, P.O.D. sempre vale a pena.

Red

Contrariando a grande tendência de bandas indie, emo e afins, os americanos do RED, surgem como uma alternativa pra quem quer curtir um som mais pesado. Não sou muito bom com rótulos, mas classificaria o som deles como New Metal e indico para os fãs de bandas como 12 Stones, Disciple e Pillar. Os caras estrearam com tudo, seu primeiro e único cd até agora, “End of Silence” de 2006 foi logo indicado ao Dove Awards nas categorias de melhor álbum de rock do ano e melhor gravação de rock do ano com a música “Breathe Into Me”, categoria esta em que eles faturaram o prêmio merecidamente, diga-se de passagem. O CD é inteirinho bom destacando como um dos pontos altos, a forma impecável com que eles conseguiram mesclar instrumentos como piano e violino às guitarras distorcidas sem soar cansativo ou clichê, um bom exemplo disso são as músicas “Let Go” , “Already over” e “Lost”, sem falar na potente e, diria, “comovente”, voz do vocalista Mike Barnes. Pra finalizar eu arriscaria a dizer que, a tirar por seu álbum de estréia, o Red ainda vai dar muito o que falar, na minha opinião, foi uma das bandas mais interessantes que surgiram nos últimos tempos e creio que uma das grandes promessas do rock cristão.